Blog

Parceria Oceânica e Tegris garantem sucesso em operação de load out no Porto de Maceió

Módulo sendo colocado na barcaça no Porto de Maceió

Terminou neste fim de semana, no Porto de Maceió, o procedimento de load out dos dois primeiros módulos do pacote IV de tratamento de petróleo construído pelo Consórcio Tomé Ferrostaal.  Ao todo serão 24, distribuídos igualmente entre 6 das plataformas replicantes da Petrobras que farão a exploração dos blocos BM-S-09 E BM-S-11 do pré-sal da Bacia de Santos.

O procedimento de load out consiste em colocar o módulo construído no estaleiro sobre trilhos que o transportam lentamente até uma barcaça e que, por sua vez, navega com a estrutura até o local de integração da plataforma.  De lá, guindastes de alta capacidade sobem o módulo já pronto até o seu local adequado em cima da plataforma, integrando-o ao restante da operação. Esses 2 primeiros módulos serão direcionados para o estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis e farão parte da P-66.

Desde dezembro do ano passado a Oceânica esteve envolvida em estudos prévios que incluem a verificação da estrutura da barcaça, verificação de estabilidade durante a operação e durante o transporte dos módulos até seus destinos finais, preparação dos manuais de load out e transporte, aprovação junto ao MWS (marine warranty surveyor) e pesagem dos módulos.

Monitoramento no CCO, em São Paulo

A operação in loco iniciou-se na última 4ª feira e foi finalizada somente no domingo. O deslocamento de cada um dos módulos de cerca de 800 toneladas foi lento e sua colocação na barcaça dependeu da variação da maré. Além da equipe da Oceânica alocada em Maceió, a equipe da Tegris, empresa também da HBR Holding Brasil esteve fazendo monitoramento em tempo real do lastro (nível da água nos tanques da barcaça) para garantir que a prática ocorresse conforme o previsto.

Uma das telas do sistema de monitoramento em tempo real

Explicando de uma forma simples como o monitoramento aconteceu, a barcaça responsável pelo transporte do módulo estava dividida em 16 grandes tanques. À medida que o módulo avançava sob trilhos do cais para cima da barcaça, esses tanques se enchiam ou esvaziavam de água a fim de contrabalancear o peso do módulo. A Tegris implementou um sensor em cada um desses tanques a fim de medir exatamente, e em curtos espaços de tempo, seus volumes. Os gráficos gerados pela medição foram enviados do CCO (centro de controle de operações) de São Paulo, diretamente para a equipe Oceânica, lá em Maceió, que fizeram uma comparação simultânea dos acontecimentos reais com os que foram previstos. “Foi uma operação delicada e todos os detalhes foram checados para garantirmos seu sucesso”, diz Marcos Cueva, engenheiro naval da Oceânica que acompanhou todos os detalhes de perto.

Expectativa da equipe até o término do projeto

Toda a equipe da HBR Holding Brasil acompanhou com expectativa até o desfecho da operação. Além do load out gerenciado pela Oceânica e monitoramento feito pela Tegris, a HBR também forneceu um pacote de compressores de ar para esses mesmos módulos, prova da sinergia e alta capacidade de engenharia do grupo.

Veja um compacto do que aconteceu no evento clicando aqui.

Deixe um comentário